Contatos, improvisações,marcialidade e regionalidade: a segunda etapa do Caravanas
Área verde em frente ao Núcleo de Dança da UnB: nosso ponto de encontro
Na tradição dos povos pré-cristãos, as árvores eram reconhecidas como um canal de conexão com os espíritos da Natureza e com as divindades. Bosques e florestas eram considerados santuários, e usados como templos. Círculos de árvores, como o da foto, eram espaços mágicos. Nossa cultura ocidental dessacralizou a nossa relação com a Natureza, e por isso sua dimensão numinosa caiu no esquecimento, tornando-se invisível aos olhares urbanos.
Caravanas Imaginárias retoma suas atividades no Núcleo de Dança da Universidade de Brasília prestando atenção nas redondezas. Vimos um círculo de árvores na entrada da nossa sala e notamos como o nosso olhar simbólico encontra significado no solo em que pisamos e nas árvores que nos rodeiam, oferecendo uma sombra generosa para as tardes quentes de agosto.
Carol Barreiro chegou apresentando a força e a resiliência do Kung Fu
Começa a segunda etapa do Laboratório de Processos Criativos em Dança. Agora, as atividades tem como foco a criação de ações coreográficas utilizando a corporalidade trazida pelos 6 intérpretes-criadores da pesquisa. Nos primeiros encontros, fizemos dinâmicas utilizando o repertório corporal do contato-improvisação, da dança dos orixás, do Kung Fu e da Yoga.
Nos exercícios criativos, exploramos o imaginário coletivo do grupo e encontramos imagens como o deserto, acampamentos de tribos nômades, fogueira, serpentes, oásis e véus.
Carol e Nindie em contato e ativando a matriz pélvica
O grupo experimentando no Contato-Improvisação
No diálogo entre o Contato-Improvisação e a matriz pélvica, notamos a força da pélvis, a potência dessa região corporal cheia de tabus e de energia vital.
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