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O que é essa trupe?

De onde vem e para onde vão as Caravanas Imaginárias...

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Caravanas Imaginárias é espaço nômade de pesquisa sobre as intersecções entre dança e o teatro por meio de experimentações sobre uma dramaturgia da dança e a corporalidade nas artes da cena.  Os estudos acontecem em um Laboratório de Processos Criativos, com investigações sobre a potência do hibridismo entre diferentes linguagens corporais, em diálogo com a música orgânica, acústica e autoral. Buscamos elaborar dispositivos de hibridação entre diferentes linhas da dança com a música e teatro , de modo a desenvolver experiências composicionais. O amálgama criativo mistura danças étnicas afrobrasileiras, indianas, regionais, danças orientais contemporâneas (popularmente conhecidas como Dança do Ventre, Dança de Fusão, Dança Étnica Contemporânea e Tribal Fusion ) e das danças de rua como o break . Este mosaico estético é articulado em uma abordagem contemporânea sobre a dança, entendida como performance, território de fruição de identidades. Um pouco da nossa história Foto...

Pesquisadora de Brasília promove residência artística em Lisboa

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 Projeto Caravanas Imaginárias, sobre criação coletiva em dança e teatro, é fruto de Mestrado na Universidade de Brasília Foto 1: Performance da dançarina Jéssica Sampaio para o Caravanas Imaginárias Um projeto nascido e criado em território brasiliense chega em terras portuguesas em abril deste ano para promover o intercâmbio entre artistas que trabalham com criação em dança, teatro e música. O Caravanas Imaginária s é fruto das pesquisa de Mestrado realizado na Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília pela pesquisadora, multiartista e psicoterapeuta Jamila Gontijo, que desenvolveu um laboratório voltado à troca de experiências entre dançarinos, músicos e atores para a criação coletiva de espetáculos. Após concluir o Mestrado em 2018, o Caravanas Imaginárias se manteve ativo ao ser selecionado como um dos projetos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal. Foto 2: Jamila Gontijo (centro) com Caravanas Imaginárias após esp...

Caravanas Imaginárias abre a roda do compartilhamento: a experiência das Aulas Abertas

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Os intérpretes-criadores do Caravanas Imaginárias compartilharam seus saberes com a comunidade artística por meio das Aulas Abertas. A intenção era testar a construção coletiva e a prática da ação coreográfica com um público mais amplo. O vídeo com o resultado das Aulas Abertas está aqui ! O desafio de abrir o processo para artistas e estudantes era conseguir que em um encontro de 4horas o grupo presente pudesse ao mesmo tempo criar junto e articular os conhecimentos em dança necessários para a corporalidade do Caravanas - que se baseiam nos movimentos básicos da matriz pélvica. A ação coreográfica, uma estratégia de criação em dança que define intenção, deslocamento, ritmo, interatividade e movimento, foi a base criativas das experimentações nas aulas abertas. Quadro com os movimentos da matriz pélvica MOVIMENTOS ONDULATÓRIOS MOVIMENTOS CIRCULARES MOVIMENTOS DE ACENTO/PESO 1.     Oito para cima ( Hip sway ) 2.   ...

O fluxo criativo e as práticas em dança

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Caravanas Imaginárias acontece entre as práticas em dança e o fluxo criativo da composição. As práticas em dança são trazidas na memória corporal de cada intérprete-criador. O grupo traz na bagagem corporal as tradições de ensino e transmissão de conhecimento das danças baseadas em um repertório fixo de movimentos: observar o professor, reproduzir gestos e passos, combinar os movimentos com os ritmos e melodias de cada modalidade de dança.    Ação coreográfica para a montagem com base no Tribal Brasil: movimentos híbridos do maracatu  Grande parte do ensino em práticas corporais é feito assim: aprende-se os passos de uma dança para dominar seu lexo e assim se reconhecer como dançarino. Neste caso, a imitação é o principal canal de aprendizado. O mesmo acontece nas práticas corporais das artes marciais, da capoeira, da yoga: o discípulo reproduz o que o mestre apresenta. Em muitas tradições de dança, somente quando  o iniciante domina o repertório pr...

Elementos criativos na montagem do Caravanas Imaginárias

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A segunda etapa do nosso Laboratório de Processos Criativos é voltada para elaboração dos elementos criativos e da corporalidade coletiva, tendo em vista a construção de uma montagem coreográfica. Nesta fase, alguns elementos do imaginário do grupo se tornaram mais evidentes: as imagens do deserto, dos ventos soprando sobre a paisagem e as caravanas cruzando as areias imemoriáveis confluíram para o cerrado, o sertão do Planalto Central. Aterramos a territorialidade cênica na nossa paisagem local. A serpente, animal de poder e figura mítica que evoca as forças curativas, ocultas e transformadoras apareceu diversas em nossos exercícios de imaginação conduzida. Depois, ela se materializou em sequências de movimentos do Kung Fu chamadas de TAO LU, uma elaboração trazida por Carol Barreiro. A roda se consolidou como um importante elemento compositivo. O grupo tem se utilizado das movimentações em roda para costurar uma ação coreográfica com a outra. A simbologia da roda mostra...

Contatos, improvisações,marcialidade e regionalidade: a segunda etapa do Caravanas

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Área verde em frente ao Núcleo de Dança da UnB: nosso ponto de encontro  Na tradição dos povos pré-cristãos, as árvores eram reconhecidas como um canal de conexão com os espíritos da Natureza e com as divindades. Bosques e florestas eram considerados santuários, e usados como templos. Círculos de árvores, como o da foto, eram espaços mágicos. Nossa cultura ocidental dessacralizou a nossa relação com a Natureza, e por isso sua dimensão numinosa caiu no esquecimento, tornando-se invisível aos olhares urbanos.  Caravanas Imaginárias retoma suas atividades no Núcleo de Dança da Universidade de Brasília prestando atenção nas redondezas. Vimos um círculo de árvores na entrada da nossa sala e notamos como o nosso olhar simbólico encontra significado no solo em que pisamos e nas árvores que nos rodeiam, oferecendo uma sombra generosa para as tardes quentes de agosto. Carol Barreiro chegou apresentando a força e a resiliência do Kung Fu Começa a segunda etapa do Labo...

O que trazemos na bagagem? A construção do território imaginal nas Caravanas Imaginárias

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Por: Jamila Irina Música, dança, subjetividade. No entrelaçar de dimensões imaginárias  - pistas de um território imaginal em construção  - as Caravanas Imaginárias vão ganhando corpo. No primeiro encontro para as experimentações corporais com a trupe do Caravanas Imaginárias , começar a estabelecer pontos de convergência entre nós. Subjetividade e encontro. Começamos as atividades em roda, enquanto  eu dançava ao redor do grupo segurando um incenso de sândalo - uma metáfora para um rito de iniciação, para  evocar nossos papeis naquela jornada: guardiões do processo criativo, criadores e exploradores da experiência estética  em suas dimensões numinosa, artística, e coletiva. A corporalidade coletiva começou a ser construída desde o aquecimento, alongamento, quando  juntos exploramos a potência e os limites do nosso corpo: onde podemos caminhar juntos e onde um pode guiar o outro, em uma corrente de corporalidade construída em grupo. Avançamos nas...

Pistas metodológicas 1

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Em roda compartilhamos corporalidades O método de pesquisa do Caravanas Imaginárias foi concebido pela pesquisadora para permitir que os intérpretes-criadores participem de forma ativa de todo processo criativo. Um dos aspectos importantes é a articulação de eixos criativos, cujo desenvolvimento é registrado por imagem, vídeo e textos de análise. Começamos as experimentações com quatro eixos criativos: 1) Personagens internos no território imaginal 2) Corporalidade coletiva e roda criativa 3) Jogos cênicos como base para improvisos 4) Dramaturgia da dança